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Amor Sem Limite - Capítulo 28

 

Web Novela

Autor: Lincoln Ribeiro

Supervisão de Texto: Dinho Oliveira

 

Abertura:

Cena 01 (Casarão. Escritório. Interna. Manhã)

 

【Analice olha fixamente para Tiago, tentando reconhecê-lo.

 

ANALICE: Então você é o filho da Angela. Tiago, não é? Eu já não lhe conheço de algum lugar?

 

RUI (Nervoso): Vocês se conheceram quando ele trabalhava de jardineiro na minha casa, Analice.

 

ANALICE (Sorrindo): Claro, é isso! Eu me recordo de quando pediu demissão, então estava indo para o Rio de Janeiro estudar?

 

TIAGO: Exatamente, e passei todos esses anos lá.

 

ANALICE: Sua mãe fala mesmo muito de você, certamente deve ter muito orgulho.

 

TIAGO: Imagina, ela que é meu orgulho. Inclusive, você e o seu marido estão super convidados para a inauguração do meu escritório.

 

RUI (Tenso): Pode contar com nossa presença, Tiago.

 

ANALICE: E quando será?

 

TIAGO: Dentro de alguns dias. Eu e o Antônio estamos ansiosos.

 

ANALICE (Curiosa): Antônio?

 

TIAGO: Antônio Queiroz, meu colega de profissão e escritório.

 

【Após ouvir aquele nome, Analice rapidamente fica apreensiva.

 

Cena 02 (Rua. Externa)

 

【Contrariada, Inês aperta a mão de Ernesto.

 

INÊS: Eu… minha filha também já me falou algumas vezes de você, mas nunca tive a oportunidade de conhecê-lo.

 

ERNESTO: Pois eu já ouvi tanto falar de você, que é como se eu a conhecesse. Enquanto meu irmão ainda era vivo, ele me falou tantas vezes de você através de cartas, Inês.

 

INÊS (Sorrindo): Vindo do Edgar, eu tenho certeza que não passava de gentileza da parte dele.

 

【Isis chama a atenção de Inês.

 

INÊS: Bom, Ernesto, a Isis já deve estar querendo ir embora, então vou levá-la para casa.

 

ERNESTO: Ah, o que é isso, Inês? Antes eu faço questão de pagar uma pipoca para a menina, já que por minha culpa ela deixou cair no chão.

 

【Isis abre um sorriso para o homem, assim como Inês.

 

Cena 03 (Parque. Externa)

 

【O pipoqueiro entrega um saco de pipocas para Ernesto, que entrega para Isis em seguida.

 

INÊS: Como se diz mesmo, Isis?

 

ISIS: Obrigada, tio!

 

ERNESTO: Eu adoraria ficar mais um tempo com vocês, mas agora estou realmente atrasado para um compromisso, Inês.

 

INÊS: Imagina, Ernesto, não quero que se atrase por minha causa.

 

ERNESTO: Você não me atrasou em nada, muito pelo contrário. Sinto que esse nosso encontro já deveria ter acontecido há muito tempo, Inês. E agora que finalmente nos conhecemos, espero que possamos nos ver muitas outras vezes ainda.

 

INÊS: É engraçado que por mais que não sejam parecidos fisicamente, o seu jeito me lembra muito o do Edgar. É como se você tivesse a mesma alegria que ele tinha.

 

ERNESTO (Sorrindo): Já me disseram isso algumas vezes. De qualquer forma, foi um prazer!

 

【Ernesto se despede das duas e vai embora. Inês o observa.

 

Cena 04 (Casa de Martin. Quarto. Interna)

 

【Irene entra no quarto de Eva e abre as cortinas, acordando a mãe.

 

EVA (Assustada): Que horas são, Irene?

 

IRENE: Já está bem tarde, mamãe. Próximo da hora do almoço. Até quando pretende ficar dormindo?

 

EVA: Oh, minha filha, eu perdi a noção da hora...

 

IRENE: Mamãe, não é de hoje que a senhora vem acordando tarde. Eu tenho uma desconfiança, mas não quero nem imaginar qual seria o motivo disto.

 

EVA: Que desconfiança é esta, Irene? Eu passo a noite inteira aqui no meu quarto.

 

IRENE: A noite inteira? Sei, dona Eva, sei...

 

Cena 05 (Mansão Ferrara. Quarto. Interna)

 

【Já acordada e ainda indisposta, Francesca está sentada em sua cama com os cabelos molhados após o banho, tomando um chá servido por Valsino.

 

FRANCESCA: A Analice me ajudou?

 

VALSINO: Eu também fiquei surpreso quando a vi chegando aqui junto com a prima, as duas carregando a senhora.

 

FRANCESCA: Ninguém estava me carregando, Valsino. Eu não estava inconsciente dessa forma, conseguia caminhar com as minhas próprias pernas.

 

VALSINO: De qualquer forma, elas me garantiram que ninguém as viu chegar aqui.

 

FRANCESCA: Melhor assim, do jeito que as pessoas são, poderiam inventar um monte de abobrinhas a meu respeito.

 

VALSINO: E tem algo mais que eu possa fazer pela senhora?

 

FRANCESCA: Apenas me deixar sozinha. Não deixe que ninguém interrompa meu descanso.

 

【Valsino assente e se retira. Tendo a certeza que está só, Francesca retira seu diário de uma gaveta na mesinha de cabeceira e escreve nele.

 

ALGUNS DIAS SE PASSAM...

 

Cena 06 (Mansão Ferrara. Sala. Interna. Manhã)

 

【Analice é recebida por Valsino na mansão e se aproxima lentamente da avó, que está sentada no sofá.

 

ANALICE: Desculpe-me não poder vir antes...vó. Mas desde a última vez que a vi, fiquei preocupada. Precisava saber como está.

 

FRANCESCA: O Valsino me contou que havia insistido para voltar aqui. Se veio apenas por curiosidade, saiba que eu estou bem. Não sei o que houve comigo naquela noite, mas não se repetirá, e peço que mais ninguém saiba disso, por favor.

 

ANALICE: Não precisava me pedir, eu jamais contaria para alguém. E não é por curiosidade que estou aqui, mas por preocupação. Sei que não temos intimidade alguma, porém eu ainda considero a minha avó. E não gosto nada da ideia de pensar que a minha própria avó está por aí se embriagando e não posso fazer nada para ajudar.

 

FRANCESCA: Eu já lhe disse que aquele foi um fato único! Eu bebo apenas socialmente. A qualquer momento do dia, eu estou sóbria, focada na minha famiglia e nos meus negócios!

 

ANALICE: Então me deixe voltar aqui, e garantir que ficará bem.

 

FRANCESCA (Séria): Não preciso de ninguém para cuidar de mim. Mas se quer voltar, volte, não tenho nenhuma objeção quanto a isso.

 

ANALICE: Eu farei isto, minha vó. Se me der licença, agora tenho um compromisso com meu marido. Espero que fique bem.

 

【Ela se retira, deixando Francesca levemente irritada e surpresa com sua atitude.

 

Cena 07 (Casa de Fernando. Quarto. Interna. Tarde)

 

【Fernando entra no quarto do filho, e o vê se arrumando na frente do espelho.

 

FERNANDO: Está pronto, Antônio? Não vai querer se atrasar logo hoje, não é?

 

ANTÔNIO: Não, isso nunca. Estava só passando minha colônia, agora falta apenas terminar de ajeitar minha gravata.

 

FERNANDO: Escuta, meu filho, eu convidei o Martin e a família dele. Você acha que a Analice também pode estar lá na inauguração?

 

ANTÔNIO: Acho difícil, meu pai. Eu não convidei diretamente a Analice, e muito menos o marido dela.

 

FERNANDO: E você não acha que deveria? Afinal, faz cinco anos que vocês não se veem, e ela te deu muita força quando estava prestes a ir para o Rio. Além do mais, ela era filha do meu grande amigo Vincenzo.

 

ANTÔNIO: Eu gostaria sim de tê-la convidado, para que ela pudesse me ver nesse momento tão importante. Mas infelizmente as mágoas que tenho por ela ainda são muito grandes. A Analice nunca respondeu uma carta minha sequer, e desisti de procurá-la a partir do momento em que o senhor me disse que ela havia se casado.

 

FERNANDO: Eu entendo o seu lado...mas é difícil desistir de lutar por quem a gente ama, Antônio.

 

ANTÔNIO: É difícil mesmo, pai. Porém não há como lutar com alguém que já está com outro. Tudo com a Analice não passou de uma ilusão. Tudo que eu planejei algum dia viver com ela, agora ela já está vivendo com outro. O que me resta é só focar no meu futuro, e ainda hei de esquecê-la.

 

FERNANDO (Sério): Será mesmo, Antônio?

 

【Antônio fica pensativo, mas não se deixa abater.

 

ANTÔNIO: Vamos logo ao escritório. Como o senhor mesmo disse, eu não vou querer me atrasar logo hoje.

 

Cena 08 (Casarão. Sala. Interna)

 

【Inês está sentada no sofá com Isis. Rui está em pé, ansioso. Analice aparece na sala arrumada, aparentemente desanimada.

 

ANALICE: Você tem certeza de que a minha presença é importante, Rui? Eu mal conheço o Tiago, ele é um amigo seu.

 

RUI: Por favor, Analice, eu não me sentiria confortável sem a sua presença. O Tiago convidou a nós dois.

 

INÊS: Ouça o Rui, minha filha. Não é de bom tom deixá-lo ir desacompanhado.

 

RUI: E assim também aproveitamos para conhecer o Antônio.

 

ANALICE (Tensa): Tudo bem, Rui. Vamos...

 

INÊS: E não se preocupem, pois eu e a Isis nos divertiremos muito aqui.

 

Cena 09 (Escritório. Interna)

 

【Diversas pessoas estão presentes para prestigiar a inauguração do escritório. Tiago está feliz ao lado de sua família.

 

ANGELA (Sorrindo): Eu acho que nunca estive tão orgulhosa em toda a minha vida!

 

TIAGO (Feliz): E o meu maior orgulho é que você tenha orgulho de mim, mãe. Se hoje eu estou aqui, é por você.

 

RUTE: E eu também ainda vou lhe dar muito orgulho, mamãe. Vou ser tão boa secretária aqui neste escritório, que me tornarei imprescindível na vida do Tiago!

 

ANGELA (Emocionada): Ah, minha filha, você já é um orgulho para mim!

 

【Angela abraça seus filhos com lágrimas nos olhos. Próximo dali está Elizabeth, na companhia de seus pais. Ela encara seriamente Antônio, pensando no que Analice disse sobre ele. Em seguida olha para a porta e se espanta ao ver Rui chegar acompanhado da esposa. Tiago e Antônio desviam seus olhares para os recém-chegados e são tomados por uma enorme aflição. Analice e Rui olham fixamente para seus respectivos amados, e tentam disfarçar um para o outro o forte incômodo de estar presente naquele lugar.

 

(FIM DO CAPÍTULO)

 

Créditos ao som de (Marisa Monte - Portas):

28/05/2023

 

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